Até ao alto dos meus 22 anos, tive a felicidade (ou
infelicidade, depende da perspectiva) de viver na terra que me viu nascer. Só
com essa idade, me afastei um bocadinho até Aveiro para tentar a sorte do
primeiro emprego. Azar o meu, não correu bem. Voltei para o Porto, mas foi sol
de pouca dura. Em outubro do ano passado, havia de me estar a mudar para Lisboa
para ingressar num novo projecto. Na altura, qual ratinho do campo, adiei ao
máximo a minha mudança para a cidade. Primeiro erro! Deixar a escolha de uma
casa (neste caso, um quarto, que em Lisboa as rendas são altíssimas!) para a
última da hora. Às tantas, tinha dezenas de e-mails com propostas de aluguer de
quartos e cada um me parecia pior do que o anterior. E o pior de ter de
escolher um lugar para viver em Lisboa era não poder visitar os locais
imediatamente e ter de agendar tudo para um único dia em que me deslocasse à
capital. Quando via um quartinho que até era do meu agrado, pumbas, alguém o
alugava no dia seguinte. Melhor assim, do que alugar sem ver. Nunca se sabe o
que os anúncios da internet podem esconder. Conclusão: acabei por alugar um
quarto na residência da Avenida da República da The Housing Concept, que é
basicamente uma nova oportunidade de negócio de residências universitárias
privadas.
Tenho sentimentos mistos em relação a esta residência e às
outras do género. O quarto é agradável, a sala e a cozinha são simpáticas, o
sistema é do melhor que há (empregada de limpeza para as zonas comuns;
escalonamento de tarefas diárias como arrumar a louça que está na máquina ou
levar o lixo para a rua; horários para lavar e secar a roupa) e a localização é
maravilhosa. O preço é que deixa muito a desejar. Relação qualidade/preço fica
muito aquém. Porque, ah e tal, o quarto só
custa 285 euros. Mas depois, há que acrescentar as despesas com água, luz
(que numa casa com 9 mulheres não são poucas), internet, televisão, empregada
doméstica e possíveis necessárias reparações. Uma fortuna, portanto.
Quando vim para Lisboa, achava que todos os quartos custavam
mais ou menos o que eu estou a pagar. Errado! Bem, agora acho que me aguento
até ao fim do contrato. Ou talvez não, se aparecer algo melhor. Mas aprendi a
lição. Quando voltar a mudar de casa, seja lá para onde for, vou estudar bem o
mercado primeiro e fazê-lo com tempo. Porque é bem verdade que a pressa é inimiga da perfeição.
Laura
Laura
Cozinha
Cozinha
Quarto
Sala
Entrada





Sem comentários:
Enviar um comentário